segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Amendoins

A festa até que estava legal
Vinho, cerveja, vodca,
Música, almofadas pela sala,
Papo banal, discussões sobre cinema,
Putz, alguém falou em eleições –
política numa hora dessas, não! –
Risadas, uma ou outra bocejada serena,
Parte da turma sentada no chão,
Deixaram a luz da cozinha acesa, mas peraí
Que eu vou buscar amendoim – quem quer?

Eles já se conheciam,
Trocavam cumprimentos, uma ou outra idéia,
Ela o achava bem sexy,
Ele tentava não sentir tesão por ela.
Ele tinha uma namorada, ao que parece,
Ela? Não se sabia, mas não importava.
E foi depois da meia-noite
Que os dois, meio grogues,
Se tropeçaram na cozinha onde estiveram para,
Hmmm, buscar amendoim.
Você está bonita hoje,
Você está bonito sempre.

Não se sabe como o amendoim chegou à sala,
Mas chegou,
Pois não houve pausa, pelo contrário.
Área de serviço, aqui tem um quartinho,
A blusa dela já era, o zíper dele também.
Meu Deus, ela suspirou.
Meu Deus, ele gemeu.
Entregaram-se delirantes, quase febris,
A uma leva de sensações inexploradas
Que durou... três minutos, ou talvez, cinco?
E, logo, logo, ele já estava apertando o cinto.

A música seguiu rolando até o amanhecer,
Ninguém tirou as almofadas do chão.
Ele ia oferecer carona para ela, cheio de desejo,
Mas ela, precavida, preferiu um táxi.
Eles continuaram se encontrando aqui e ali,
Cumprimentos, algumas idéias, nada de mais.
Daquela noite apenas a certeza
Que o pratinho de amendoim
Ficou praticamente intacto.

Um comentário:

ana disse...

mf.

depois se tiver tempo
assista esse video

http://br.youtube.com/watch?v=37Z3BcR7eI0


uma sugestao de algo que possa fazer nesse blog ou em qualquer atmosfera virtual....
bjo