quarta-feira, 23 de abril de 2008

Estou num labirinto. Nem feio nem bonito, nem frio nem fabuloso, um mero labirinto. Neutro. Nada ameaçador. Inevitável.

Estou no meio do labirinto, portanto. Não sei mais voltar, porque fui sem fio de Ariadne. Só que não quero voltar. Porém, em algum momento, por alguma razão, me perdi. Não tive a sensação de equívoco; talvez tenha sido um breve momento de distração, um desligar de segundos. Ou então, desmaiei tão docemente quanto um sono e achei que apenas descansava quando, na verdade, me perdia.

E agora estou aqui, perdida. Todos os caminhos parecem me levar ao começo de tudo, ao retrocesso, ao retorno ou ao ponto de partida. Será que o fim do labirinto é o recomeço? A volta ao início? Retornar para onde tudo se fez ou se formou?

Não quero mais a auto-suficiência.
Preciso de um guia, de alguém que partilhe uma orientação.
Quero achar uma saída para o labirinto.

Um comentário:

Ivan disse...

Siga os mitos!

Conta-nos Heródoto que o rei aprisionou o arquiteto que projetara o labirinto (o mesmo do fio de Ariadne por onde se entranhou Teseu) e também seu filho, Ícaro. Não é que o menino forjou umas asas e saiu voando?