sexta-feira, 9 de outubro de 2009

, fazia segundos, meses, séculos sem respostas suas. e a saudade doida quebrando copos, bagunçando gavetas e misturando jornais antigos com notícias de última hora. onde onde onde, pergunta, desespero, dúvida. não entendia por que você havia sumido, assim, tão enternecido de suas próprias reflexões a ponto de não me incluir mais num poema, num dilema, em seu sistema lunar ou em sua dieta microfibrosa. Dizia que era irreverente e fazia coisas velozes, eu tomava como elogio risonho, e lhe falava de seus passos difusos e de suas coxas grossas, que pareciam finas quando você tinha medo. me escreva, vai. me diz como você anda e por onde você segue, qual será o verso do minuto seguinte e como meu sorriso ainda reverbera em seu hemisfério sul. tem dias que sonho com seu suor, em outros você me toma nos braços e me acalenta com gozo e afeto. e a primavera invernal vira verão primaveril com gosto de suco de tangerina e menta...

Um comentário:

Débora Poulain disse...

a pergunta é... porque esperamos o outro pensando que ele não nos espera também? seríamos nós responsáveis pela nossa própria longa e sofrida espera, resultado de nossa própria não-procura? e a outra é... por que é tão difícil procurar o outro e dizer "oi, sinto saudades"?