quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Vertigem

Entre tosses tosses tosses
coff coff coff coff
Me pergunto onde estou, para onde vou


Faz tempo que não entendo nada.


Alguém me chama de "voc"
-- O "ê" engolido com o atchim
Ou o jasmim de versinhos vespertinos
(Não assumidos, postados de madrugada)


Sem ar, três quartos de mim, bamba no eixo sem corda
Rodando, rodando, rodando
Zumm Zumm Zumm Zumm
Tudo troca de lugar enquanto eu troco de mundo
(ou de país, ou de cidade, ou de otredad)


Me dizem coisas bonitas e sinceras,
a todo o tempo, agora escuto.


Escuto, sim, mas não posso olhar
Porque tudo gira gira gira sem parar
Uuuou Uuuou Uuuou
Embaralhei até minha consciência.
Quem mesmo?


Sonha comigo, vai, ao seu lado na cama.
Sonhei foi com o outro.
... sentia dor e ganhei abraço.


Temo estar adicta de epifanias
!!! !!! !!!
Explosões! Explosões! Explosões!
E não suportar mais o cotidiano diário do dia a dia
Tão ensimesmado quanto um peixe beta em seu aquário espelhado.


Preocupação a médio prazo,
Então vamos, por ora, tomar xarope e chá de pólem.


Tenho medo de morrer de tédio.
Atchim!

Um comentário:

Ana Minehira disse...

estou tomada por um grande nó na garganta...
minha vovó está internada novamente, acabou de sair do hospital e novamente lá está....
eu ainda não aprendi esse tipo de desapego...
medo! medo!